Destaques Home, Opinião Defenda

PM MORREM MAIS POR COVID QUE EM CONFRONTOS

OPINIÃO DEFENDA PM

O Portal UOL publica hoje (16 de fevereiro) reportagem mostrando que no ano passado policiais militares morreram mais de Covid-19 do que em confronto com marginais. Com dados obtidos junto à Secretaria da Segurança Pública, via Lei de Acesso à Informação, o Portal relata que 19 PM foram mortos pelo vírus, quase o dobro do número dos que morreram em combate. Este número é muito maior se a análise levar em conta os policiais militares da Reserva, mortos desde o início da pandemia.

Em sua dissertação de mestrado, o coronel Paulo Sérgio Merino (Saúde Coletiva, UNIFESP), apontou que 31,2% dos policiais militares falecem com idade entre 40 e 49 anos após o ingresso na Polícia Militar. A sobrevida do PM não chega a 20 anos depois que deixa o serviço ativo. Isso porque as condições de serviço que esses policiais militares “aposentados” enfrentam ao longo de sua vida na ativa tornam-nos vulneráveis e mais suscetíveis, em razão de comorbidades adquiridas ou desenvolvidas, aos sintomas mais graves da infecção pelo coronavírus. Dezenas de PM aposentados morreram com este quadro.

É necessária uma reflexão sobre esses dados, principalmente levando em conta que a Polícia Militar não deixou, em momento algum, desde o início da pandemia, de exercer suas funções constitucionais. Na verdade, a Polícia Militar foi além! Uma simples busca de ações realizadas pela instituição irá demonstrar que os policiais se desdobraram para minimizar o sofrimento da população, seja pela simples presença para conferir segurança aos usuários dos serviços essenciais, seja por ações de arrecadação de alimentos e roupas.

Acima e antes de tudo, deve-se fazer severa crítica à falta de vacinação para os militares estaduais que estão na linha de frente desde o início da pandemia. Enquanto vemos o governo estadual direcionar doses e mais doses de vacina para profissionais que estão longe de atuar diretamente com doentes, os militares estaduais, que realizam diuturnamente o atendimento à população, muitas vezes sendo os primeiros a serem chamados para atenderem vítimas da doença, estão relegados a segundo plano.

Todos os profissionais que estão na linha de frente, como os policiais militares, combatendo essa doença tão sórdida, merecem respeito e proteção. O que explica, então, essa negligência inadmissível e inaceitável por parte do governo? Seriam os policiais militares “descartáveis” para o ocupante do Palácio dos Bandeirantes? Depois de penalizados com o salário mais baixo do Brasil, e penalizados com a impossibilidade de contar tempo trabalhado durante a pandemia, os policiais militares agora são excluídos da ordem de prioridade na vacinação.

O que parece, ao fim e ao cabo, é que o governador quer a nossa extinção. De fome ou de Covid.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *