DEPUTADO DO PT, COM VIATURA OFICIAL, AFRONTA A PM ÀS 04:10 EM BAIRRO BOÊMIO

O deputado Alencar Santana Braga (PT) protagonizou uma cena lamentável na madrugada de hoje (30/06), no bairro da Bela Vista, centro de São Paulo. Uma simples averiguação policial foi por ele tomada como uma ação de desrespeito ao seu mandato, o que ensejou um comportamento, no mínimo, truculento e desrespeitoso aos policiais militares que trabalham para proteger pessoas e o patrimônio público.

Uma equipe compareceu ao local para averiguar denúncia feita ao 190 de adulteração de placas em veículo que encontrava-se estacionado. Os policiais militares constataram tratar-se de veículo oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo, e procuraram pelas pessoas que o utilizavam. Constatada a legalidade do veículo e da situação, os policiais já estavam para retomar seus afazeres quando foram confrontados pelo deputado Alencar, que saiu da pizzaria para fazer valer sua “otoridade”, chegando a parar na frente da viatura para impedir que o policial a manobrasse.

Numa conversa repetitiva e sem fim, ele questionou o trabalho dos policiais militares, perguntando várias vezes se um veículo da Assembleia Legislativa poderia ser considerado suspeito. O oficial na ocorrência explicou reiteradamente que a Polícia suspeitou da presença do veículo àquela hora e naquele local, e foi investigar. O Capitão chegou a dizer que a PM estava agindo em proteção ao deputado, que poderia estar sendo vítima de sequestro.

De nada adiantaram as explicações, visto que o parlamentar estava com o espírito alterado, mostrando-se indignado, e passou a desrespeitar o trabalho da Polícia Militar, parecendo mais preocupado com sua pizza que estava esfriando sobre a mesa.

A Defenda PM levanta a voz para lamentar a atitude de quem deveria, por dever de ofício, como representante eleito pelo povo, entender e defender o trabalho da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma Instituição quase bicentenária que merece todo respeito. Um deputado tem por obrigação conhecer a separação dos Poderes e as funções da Polícia, e não se mostrar superior às leis e ao trabalho policial simplesmente porque tem um mandato eletivo. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” é o que diz o artigo 5º da Constituição Federal.

A Defenda PM repudia o comportamento do deputado Alencar Santana Braga (PT), defende e enaltece os oficiais e praças que conduziram a operação de forma ímpar, e avisa que tomará todas as medidas cabíveis para coibir tal comportamento no futuro.   

A Defenda PM também destaca e elogia o comportamento dos policiais militares que, pacientemente, ouviram o parlamentar, procuraram entender seus argumentos sem fundamento, e jamais o desrespeitaram. A equipe mostrou-se competente para conduzir a situação. Comprovada a legalidade do veículo, procurou saber do paradeiro de seus ocupantes provando, mais uma vez, seu compromisso de defender a vida e preservar o patrimônio público. Qualquer observador haverá de concordar em que um veículo oficial, patrimônio do povo paulista, parado às 4h10 da manhã de uma quinta-feira, num bairro boêmio, levanta suspeita.

BANDIDOS FARDADOS SÃO A EXCEÇÃO E DEVEM SER PUNIDOS

(*) Coronel Figueiredo 
Acordamos hoje, 29/6, com noticiário em diversos veículos de comunicação dando conta de uma operação policial desencadeada pela Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil daquele Estado, cujo objetivo era a prisão de traficantes e de bandidos travestidos de policiais militares, acusados de facilitar o tráfico de drogas na cidade de São Gonçalo, mediante o recebimento de propina.

Embora o fato tenha ocorrido em outro Estado, pela forma enfática com que a imprensa e alguns dos entrevistados enfatizam o ocorrido, afirmando tratarem-se de integrantes da Polícia Militar, ocorre algo que já estamos acostumados a ver: a generalização.

Mas é preciso refletir um pouco mais profundamente do que se passou, até para não cometer-se a injustiça de nivelar boas e más pessoas, honestos e desonestos, corretos e corruptos.

Embora não conheça das investigações realizadas, partirei do pressuposto de que provas consistentes existam, pois imagino que, caso não fosse assim, o Magistrado não expediria os Mandados de Prisão que foram cumpridos.

Como em qualquer ramo profissional, também nas Polícias Militares, a despeito do rigoroso processo de seleção, que possui inclusive uma fase de investigação social, além do exigente e complexo processo de formação, acabam ingressando pessoas que não deveriam pertencer aos seus quadros.

A maior parte destes maus policiais, em curto espaço tempo são identificados, quer por aqueles que exercem função de Comando, quer pelos próprios pares e, em tempo reduzido, são excluídos da Instituição. 

As Corregedorias das Polícias Militares são reconhecidamente implacáveis com aqueles que usam a Instituição como ferramenta para cometer crimes e atuar como bandidos: todos aqueles que assim são identificados, respondem a processo administrativo e/ou penal militar e, invariavelmente acabam presos, expulsos ou demitidos.

Cortamos a própria carne sem dó, pois quem escolhe ser policial militar escolhe o caminho do bem, da retidão, da honestidade.

Nem mesmo o absurdo que ocorre no Rio de Janeiro, com o atraso no pagamento por parte do Governo dos salários dos funcionários públicos da ativa e aposentados, justifica a escolha do lado do crime por parte deste grupo de bandidos fardados.

Eu particularmente, e acredito que muitos me acompanham nesta forma de pensar, comemoro quando vejo ou ouço que foi prenso um policial militar desonesto, corrupto, que usa a Instituição para obter vantagem indevida.

Entendo que ao responsabilizar aqueles que desonram a farda que ostentam, por via indireta se homenageia aqueles que a respeitam e dignificam.

Assim eu penso!
(*) É Coronel de Polícia Militar, Comandante da Escola Superior de Soldados e Associado da Defenda PM