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NOTA DE REPÚDIO AO PRONUNCIAMENTO DA DEPUTADA ESTADUAL ADRIANA BORGO

A DEFENDA PM – Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar repudia veementemente o pronunciamento da deputada estadual Adriana Borgo, no “Grande Expediente” do plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, dia 16 deste mês (dezembro).

Ao comentar medidas administrativas do comandante do policiamento de Campinas, Borgo levianamente afirmou que todas as unidades da Polícia Militar lançam mão de uma prática irregular e ilegal conhecida, segundo ela, como “P-4”, reiterada como algo normal e corriqueiro no serviço operacional em toda a Polícia Militar.

Na explicação da deputada, eleita com votos de policiais militares, principalmente, o aludido “P-4” é a guarda de material ilícito, como armas de fogo e drogas, reservados e escondidos por policiais militares, com conhecimento de seus comandantes, para incriminar indevidamente pessoas abordadas ou “acertar” ocorrências.

É lamentável, mas compreensível, que ainda haja candidatos que fazem o diabo para ganhar eleições com ilações e narrativas que destroem reputações, distorcem realidades, ocultam verdades, enganam, difamam, caluniam ou fazem generalizações abjetas.

A Polícia Militar, a Força Pública de São Paulo, patrimônio e reserva moral do povo paulista, com 190 anos de existência, não compactua com quaisquer comportamentos ilícitos ou atentatórios à dignidade e integridade da pessoa humana, sempre “cortando na própria carne” os desvios de todos aqueles que se aventuram irresponsavelmente numa subcultura desprezível.

A Polícia Militar é legalista desde a admissão de seus candidatos, os quais passam pelos mais rigorosos bancos escolares de formação (de Soldados, de Sargentos e de Oficiais), bem como de educação continuada, seja nos estágios de atualização profissional e nas preleções diárias seja nos cursos de especialização e aperfeiçoamento (Mestrado e Doutorado).

Apesar das condições insalubres, dos paupérrimos salários e do desrespeito que têm recebido dos governantes e de alguns políticos, todos os policiais militares se empenham para estruturar e executar o trabalho operacional e administrativo, diuturnamente, nos 645 municípios do Estado e para entregar um serviço de qualidade, com foco na eficiência, na melhor técnica, na legalidade, na constância e na ética, mesmo com o sacrifício de suas próprias vidas, o mais elevado grau de juramento que um profissional possa ofertar para bem servir e proteger a sociedade.

Pela gestão da qualidade e excelência, a Gloriosa Força Pública Paulista atua com base em procedimentos operacionais padrão (POP) e manuais técnicos, lastreados aos preceitos constitucionais e tratados de direito internacional humanitário e de direitos humanos, e não é por menos que o Método de Tiro Defensivo de Proteção da Vida (o Método Giraldi®) é ampla e internacionalmente disseminado em todos os níveis de formação, especialização e aperfeiçoamento policial, para mitigar a ”legião de arrependidos” e eliminar a “valentia perigosa e condescendente”, cujas ações mormente resultam em perdas de vidas, da saúde física e mental, da liberdade e da dignidade profissional dos policiais militares.

Por derradeiro, que fique claro: a Polícia Militar, sempre rigorosa com todos os desvios de condutas dolosas e não-conformes às leis e à moral, apesar de pontuais erros profissionais, apura e subsidia a Justiça, não abrindo mão da legalidade e da excelência em seus serviços, pois atua sob procedimentos validados, legítimos e de melhor técnica, que resguardam o direito à vida, à integridade física e à dignidade da pessoa humana dos seus integrantes e de toda a sociedade.

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