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DEFENDA PM REÚNE-SE COM O EX-GOVERNADOR MÁRCIO FRANÇA

Na segunda-feira da semana passada (13 de dezembro), o presidente da DEFENDA PM, Cel Luiz Gustavo Toaldo Pistori, e o vice-diretor de Marketing, Cel PM Humberto Leão, reuniram-se com o ex-governador Márcio França, pré-candidato ao governo paulista, para tratar sobre a grave crise salarial que assola os policiais paulistas e apresentar questões frequentes dos associados da DEFENDA PM.

Foi entregue ao ex-governador uma compilação de dados comparativos sobre as remunerações dos policiais das unidades federativas, seus efetivos, a arrecadação de cada ente federado e seu produto interno bruto, visando demonstrar o tamanho da injustiça e a gravidade da situação salarial dos policiais do Estado de São Paulo, o mais rico do país.

Foram apresentados os aspectos da saúde física e mental dos policiais perante a histórica desvalorização salarial e a constante ameaça, pelo atual governador, de quebrar a paridade salarial (consolidada na legislação federal) entre policiais ativos e veteranos.

O ex-governador confirmou seus planos para os policiais, conforme apresentado nas eleições passadas, e disse que registrará suas ações de valorização salarial dos policiais em sua proposta de plano de governo (documento a ser registrado na Justiça Eleitoral). Este registro em proposta de plano de governo foi proposto pelos associados da DEFENDA PM, pois consiste numa formalização que vai além de meras promessas verbais, como as feitas pelo governador João Doria.

Foi perguntado a Márcio França sobre qual deve ser o motivo determinante para que os policiais paulistas lhe deem um voto de confiança nas próximas eleições, considerando que o atual governador João Dória não honrou suas repetidas promessas, especialmente aquela sobre elevar os salários dos policiais paulistas aos melhores dentre as unidades federativas, com exceção do Distrito Federal. O ex-governador respondeu que, ao contrário de João Dória, ele sim possui vontade política para fazer isto e visão para realocar recursos dentro do orçamento do Estado de São Paulo.

Márcio França frisou que valoriza os servidores pois sua carreira é de servidor público, que ele é professor; afirmou ainda que discorda da atual política de acúmulo de superávits fiscais em detrimento das perdas inflacionárias nos salários dos servidores; que o PSDB atua com o fundamento do “Estado Mínimo”, o que é muito perigoso para setores estratégicos como a Segurança Pública.

Disse ainda que infelizmente o atual governo não enxerga que uma remuneração digna aos servidores seja algo importante e que gere retorno. “Isto é um grande erro”, disse Marcio França, justificando que quando o funcionalismo é remunerado de forma digna, isto gera crescimento econômico e melhor prestação de serviços. Explicou que os servidores integram a classe média e movimentam a economia, consumindo produtos e serviços e gerandomais empregos, algo que reflete positivamente na arrecadação, de forma que todos ganham.

Foi perguntado também sobre o motivo dele não ter concedido reajuste quando foi governador (2018), sendo explicado pelo ex-governador que a Lei Eleitoral sempre vedou qualquer aumento salarial no período da campanha, e que mesmo no caso de recomposição das perdas inflacionárias, esta deveria ser planejada no início do ano, com a devida apuração das perdas inflacionárias e revisão na data base legal (1º de março); justificou ainda que ele assumiu o governo somente em abril; que qualquer reajuste salarial aos servidores naquele momento seria motivo para que sofresse severos ataques. O ex-governador disse ainda que, para obter algum benefício no ano eleitoral, o atual governo do PSDB poderá dar algum benefício ao pessoal da ativa no início de 2022, mas deverá deixar os veteranos e aposentados de fora, pois injustamente não reconhece o valor e o legado dos mesmos.

Márcio França se mostrou favorável ao nível superior como requisito de ingresso para os policiais militares, como ocorre na maioria dos Estados no país, algo que valoriza o policial e impacta positivamente na prestação de serviços. Por fim, o pré-candidato disse ser convicto de que seria muito benéfico às instituições policiais que a Polícia Civil, devido às atribuições legais, fique subordinada à Secretaria de Justiça.

O Presidente da DDEFENDA PM, Cel Pistori, esclareceu que a Associação também pretende se reunir com outros possíveis candidatos ao governo paulista, como por exemplo o ministro Tarcísio Gomes de Freitas e o Cel PM Elias Miler da Silva, se confirmarem suas pré-candidaturas, visando apresentar a gravidade da situação salarial dos policiais paulistas e ouvir as suas propostas.

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