DEFENDA PM PARABENIZA O EXMO DR. RONALDO ROTH PELA PALESTRA SOBRE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL E AS ATRIBUIÇÕES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR

No dia 09 de outubro de 2018, fazendo parte do ciclo de palestras sobre Direito Penal Militar – 2018, o Dr. Ronaldo João Roth, Juiz de Direito da 1ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, abordou o Tema: Homicídios dolosos contra civil, a competência da Justiça Militar Estadual e as atribuições da Polícia Judiciária Militar do Estado.


A DEFENDA PM parabeniza o Dr. Roth, atualmente uma das maiores autoridades nacionais em Direito Militar, por ter realizado uma abordagem sobre a temática de forma técnica e incontestável, esclarecendo assuntos de extremo interesse dos militares estaduais. Diante da qualidade excelente do material, fonte de aprendizado e de consulta obrigatória a todos aqueles que exercem autoridade de polícia judiciária militar, disponibilizamos, na íntegra, a palestra produzida pela Escola Judiciária Militar do Estado de São Paulo!

FORAM MORTOS E FERIDOS 181 PM NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2018

Coronel Elias Miler da Silva
presidente da DEFENDA PM – Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar

O número de policiais mortos em serviço no primeiro semestre deste ano diminuiu, em comparação com o mesmo período do ano passado, de sete para cinco; o número de feridos também diminuiu de 88 para 78. Já o número de PM mortos durante a folga, também em comparação com o primeiro semestre do ano passado, subiu de 15 para 19; o de feridos, de 60 para 79. Ouvido pela Folha de S. Paulo, o Comando Geral da PM atribuiu a queda do número de mortos a diversos investimentos para aumentar a segurança e melhorar a técnica dos policiais, além da aquisição e disponibilização de equipamentos de proteção e segurança pessoal.

Causa estupefação a naturalidade com que são encaradas as mortes dos policiais militares, quase uma comemoração com o fato de “apenas” 24 terem sido assassinados e 157 terem ficado feridos no primeiro semestre, muitos deles incapacitados para o trabalho pelo resto da vida. A notícia não mereceu destaque na imprensa, como é costumeiro. O governo sequer manifestou-se sobre o assunto. Os “especialistas” de plantão, como sempre, acusam os mortos e os feridos pelo fato de serem obrigados a apelar para o “bico” para dar conta do leite das crianças, em casa.

Diferentemente do que acontece quando institutos, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgam as estatísticas de mortes de marginais em confrontos com a Polícia, a notícia de hoje, sem destaque, não ficará além desta data no noticiário. Não serão organizadas mesas-redondas para debater a questão. Ninguém comentará em quais circunstâncias os policiais foram assassinados. Nenhum “perito” de plantão aparecerá para falar do número de tiros que os mortos levaram, se foram assassinados pelas costas ou pela frente, se os projéteis entraram no peito ou na cabeça. Isto porque quem morreu foi um policial militar. Nesse silêncio, traficantes empunham metralhadoras e comemoram tais mortes com rajadas para o alto.

Em qualquer país civilizado, com população que defende o convívio social sob a égide da lei e da ordem, uma só morte de um agente da lei já é suficiente para mobilizar todos em defesa das forças de segurança. O Presidente comparece ao enterro. O morto recebe honras fúnebres. Sua família é homenageada. Seus companheiros de farda são lembrados como merecedores de respeito e valorizados pelo que são e pelo que fazem. O assassino, preso, julgado e condenado com aprovação popular, recebe pesada pena e a cumpre integralmente.

Em nossa pátria, infelizmente, terra dos valores invertidos – em que bandido vira vítima, e a vítima, que é o policial militar, vira culpado – a morte de um PM não desperta solidariedade, como se aquele que defende a lei e a sociedade não merecesse mesmo outro destino. O último prego do caixão vem dos que, na falta do que dizer, “avisam” que uma vingança virá, por parte dos companheiros do falecido, os únicos que realmente se importam com a tragédia. Resta à família enlutada a dor da partida e da ausência de um herói de verdade! A nossa homenagem à memória dos heróis que partiram e dos que ainda vivos lutam por essa sociedade.

Fonte: https://metronews.com.br/informe-publicitario/foram-mortos-e-feridos-181-pm-no-primeiro-semestre-de-2018