CÂMARA FEDERAL DISCUTE O SUCATEAMENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado abriu espaço ontem em reunião extraordinária para “debater sobre o sucateamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo e o seu efeito para a população”. A sessão pública foi requerida pelo deputado federal Major Olímpio (SD/SP), e contou com a participação do presidente da Defenda PM, Cel PM Elias Miler da Silva. Das 17 associações PM de São Paulo, filiadas à CERPM (Coordenadoria de Entidades Representativas de Policiais Militares), apenas três compareceram: Cb PM Wilson Morais, da Associação de Cabos e Soldados e presidente da CERPM; Cel PM Jorge Gonçalves, presidente da AOMESP (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo, e Sgt PM Elcio Inocenti, da APMDFESP (Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência). Participaram também o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC/SP) e o presidente da FENEME, Cel PM Marlon Jorge Teza, além de oficiais de Polícia Militar de outros estados.

Todos os participantes foram unânimes em ressaltar o quadro caótico em que se encontram os militares do Estado de São Paulo, o mais rico do país, 23º colocado no ranking salarial das polícias militares das 27 unidades da Federação. Não bastasse o salário, convivem também com a inexistência de um plano de carreira eficaz que os motive a permanecer na única Força capaz de dar ao cidadão a tranquilidade que ele espera em termos de Segurança Pública.

O presidente da Defenda PM, Cel Miler, pintou um quadro histórico da participação da polícia militar na construção da democracia brasileira e no mundo, e acrescentou que “infelizmente a Defesa do país e os policiais militares têm sofrido discriminação dos chamados políticos de esquerda, que chegaram aos governos estadual e federal e praticam uma política discriminatória no apoio moral, salarial, equipamento e de carreira, que tem levado a esse sucateamento e gerado um grande prejuízo para toda a sociedade”.