DEFENDA PM POSICIONA-SE CONTRA A NEGATIVA DO GOVERNO EM REAJUSTAR OS SALÁRIOS

 

 

Terminou há pouco a reunião de representantes de associações PM com o Secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, para tratar do reajuste salarial da categoria. Os técnicos André Luís Grotti Clemente e Claúdia Romano, da Secretaria da Fazenda, fizeram um relato do comportamento da arrecadação do Estado para concluir que as despesas com pessoal atingiram 45,46% da arrecadação no primeiro quadrimestre do ano, índice muito próximo do limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é 46,55%. O secretário disse que o governo não tem condições de reajustar os salários porque não pode ultrapassar esse limite.

O presidente da Defenda PM, Cel Elias Miler da Silva, argumentou que o Estado está com as contas equilibradas e que há folga no item “despesas com pessoal” (a diferença de 1,09% representa mais de 1,4 bilhão de reais no caixa do Estado). O Cel Miler também disse que a área econômica coloca os números de modo a não permitir reajustes, e que mesmo que o limite fosse ultrapassado isso não seria impedimento na política econômica. Há Estados no Brasil que ultrapassaram em muito esse limite, casos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, por exemplo, que estão reajustando salários.

Diante da insistência do secretário, o presidente da Defenda PM informou que não aceita a negativa do governo, e que vai criar a crise política no Congresso Nacional e na Assembléia de São Paulo para que o governo se veja obrigado a reajustar os salários. O Cel Miler sugeriu saídas para o governo, como o cumprimento de decisões judiciais para as quais não há outro remédio a não ser o pagamento.

Os presidentes de associações que se manifestaram em seguida reforçaram a argumentação do presidente da Defenda PM relatando casos de policiais militares que estão passando fome. Eles se dirigem às associações em busca de cestas básicas para sustentar as famílias, e empréstimos financeiros para pagar contas domésticas e comprar remédios. O secretário repetiu o discurso de reuniões anteriores, garantindo que o governo tem se esforçado para dar o reajuste necessário, e que tudo será feito dentro de preceitos legais. Mágino Barbosa sugeriu uma reunião com o governador, nos próximos meses, para definir a questão.

Outros assuntos

O presidente da Defenda PM levou ao secretário ofícios com outras solicitações. O primeiro deles é a revogação das resoluções da Secretaria da Segurança Pública que criam problemas para o pleno exercício da Polícia Judiciária Militar, expresso na Constituição. As resoluções são inconstitucionais, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e do Tribunal de Justiça Militar. Os outros ofícios referem-se à necessidade da criação da Lei Orgânica e do Estatuto da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o único Estado da Federação que não tem esses dois instrumentos legais.

O secretário solicitou ao Cel Miler que agendasse uma reunião especial para tratar desses assuntos.

MAIS UMA VITÓRIA ENCAMPADA PELA DEFENDA PM

(*) Elias Miler da Silva

Tribunal de Justiça de São Paulo determina arquivamento de inquérito contra Oficial PM acusado de usurpar função pública. A juíza Gláucia Véspoli dos Santos Ramos de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Comarca de São José do Rio Preto, determinou o arquivamento do Inquérito Policial nº 401/2017, do 2º Distrito Policial local. Este inquérito foi instaurado por um delegado de polícia de São José do Rio Preto, acusando o Major PM Márcio Cortez Maya Garcia, Oficial associado da Defenda PM, de usurpação de função pública por fato ocorrido em 2 de abril do corrente, em ocorrência policial que resultou na morte de um civil.

A Defenda PM assumiu a defesa de seu associado e impetrou “Habeas Corpus” no Tribunal de Justiça Militar, obtendo vitória por seis votos a zero (o presidente se absteve de votar) em julgamento ocorrido no dia 21 do mês passado e noticiado anteriormente pela Defenda PM. Daquele julgamento, tanto o Oficial quanto os demais, enquanto Polícia Militar Judiciária, ganharam salvo conduto para continuar exercendo seu dever constitucional de apurar crimes militares de qualquer natureza.

Mesmo remédio jurídico constitucional impetrado junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, no qual a decisão da juíza, ainda em primeira instância, é cristalina. Ela dá razão ao Oficial citando logo de início o artigo 144, parágrafo 4º da Constituição Federal: “Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares”.
A magistrada escreveu: “Conclui-se, pois, que, em se tratando de crimes militares, não há previsão de ser função exclusiva da Polícia Civil exercer o papel de polícia judiciária, ou seja, a investigação dos fatos”. Mais adiante: “Portanto, nada há de ilegal ou criminoso na instauração de inquérito policial militar em tais crimes, com a adoção de medidas próprias investigativas, como a guerreada apreensão de armas”. E mais adiante ainda: “Agindo dentro de sua competência, não há tipicidade do crime de usurpação de função imputável ao impetrante, pelo que a instauração de inquérito policial visando a apuração de tal conduta configura o constrangimento ilegal sanável por meio do presente remédio constitucional”.

A decisão da juíza Gláucia Véspoli dos Santos Ramos de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Comarca de São José do Rio Preto, encerra, em primeira instância, a discussão sobre a competência da apuração de crimes militares. A Polícia Civil apoia-se em três Resoluções (nº 110/2010, 45/2011 e 40/2015), da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, já declaradas inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça Militar. A revogação dessas resoluções devem ser, a partir de agora, o novo desafio e objetivo da Defenda PM para que, finalmente, a constituição e outras normas infraconstitucionais sejam efetivamente cumpridas e os oficiais que exercem a função de polícia judiciária militar não mais fiquem sujeitos a esse tipo de constrangimento indicado pelo Poder Judiciário. 
(*) É Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e Presidente da DFENDA PM.

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DEFENDA PM ENVIA CORRESPONDÊNCIA AO RESPONSÁVEL PELO JORNAL "O VALE", DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Ontem à noite a Cel Nikoluk, comandante do CPI-I – São José dos Campos, solicitou manifestação da Defenda PM em relação a uma reportagem publicada pelo jornal “O Vale”, que circula na região. Com base em pesquisa de um grupo de alunos de psicologia, o jornal mostra o aumento do número de denúncias de agressões em escolas de São José dos Campos. Na mesma edição, na capa, o jornal evidencia outra reportagem retratando o mapa da violência na região.

As reportagens não falam em Polícia Militar, não nos acusam de nada, sequer mencionam a Instituição – a não ser na última linha, e assim mesmo com uma informação que não nos atinge (a PM informa que 80% dos casos de homicídio na região estão ligados ao tráfico de entorpecentes). Por que a reportagem causou preocupação à Cel Nikoluk – e, agora, à Defenda PM – então?

Na capa, uma foto em quatro colunas (a página é desenhada em cinco colunas; portanto, a foto cobre quase todo o espaço, na horizontal), mostra Policiais Militares em continência, junto com o título que fala da escalada da violência. No interior, uma viatura da PM ilustra a matéria que fala do aumento do número de denúncias de agressão.

A Defenda PM não entendeu a publicação como uma afronta, ou mesmo como mensagem subliminar do jornal. Entendeu como mau jornalismo; na falta de uma ilustração condizente, o editor publicou o que mais lhe pareceu lógico, uma referência à Polícia Militar. É o peso da exposição da farda.

Hoje mesmo, a Defenda PM enviou carta ao diretor-responsável pelo jornal, explicando que a continência é um dos mais caros gestos na liturgia policial-militar, uma das maneiras de manifestar respeito tanto aos nossos iguais como à sociedade, e também a símbolos como a Bandeira Nacional. E que uma viatura tem o poder de dar ao cidadão a sensação de segurança que o tranquiliza.

Ao final, a Defenda PM ressalta que a carta é um apelo para que os profissionais do jornal “O Vale” considerem a extensão do possível dano que decisões editoriais assim podem causar. “Tenho absoluta certeza de que as fotografias não foram publicadas com o intuito de macular a imagem da Polícia Militar. Não vejo nenhuma intenção do editor em juntar a imagem da Polícia Militar à violência que grassa em nosso país. No entanto, é isto o que salta aos olhos”, explica o texto, assinado pelo presidente Cel PM Elias Miler da Silva. Despede-se afirmando acreditar que “juntos, Polícia Militar e Sociedade – incluindo nesta a Imprensa de modo geral, sem a qual a sociedade se veria na mais profunda ignorância – possam trabalhar na construção de um mundo melhor”.

A FOLHA, SEMPRE A FOLHA, E SEU PORTAL UOL

(*) Elias Miler da Silva


Está lá na praça, sentado tranquilamente, fumando seu cachimbinho de crack, um pobre usuário. E vem o policial militar, movido por uma sanha assassina, vê o pobre ali, sem fazer nada, levanta a arma e prega no olho dele uma bala de borracha. O rapaz fica cego.


O rapaz em questão tem 28 anos, chama-se Heitor Fonseca, e ocupa grande espaço do Portal UOL nesta manhã de 5 de julho de 2017. É feita sob medida para inspirar piedade (em relação aos usuários de drogas) e ódio (em relação à Polícia Militar). O objetivo não foi atingido: três assinantes comentaram a notícia, todos aplaudiram a Polícia.


Acontece que Heitor foi identificado como um dos agressores dos policiais militares que foram cumprir uma ordem legal de desocupar a Praça Princesa Isabel no dia 17 de junho. Ele acompanhava a leva de usuários de crack que migrou a Cracolândia para a praça depois da desocupação do final de maio.


Ele não é um usuário qualquer. Natural de São Bernardo do Campo, começou a usar drogas quando vivia com a família em Nova Jersey (Estados Unidos) onde seus pais, com três filhos, foram viver ilegalmente em busca de uma vida melhor. A mãe fazia faxina; o pai, reformava casas. Nada que não pudesse ser feito em São Bernardo mesmo.


Nos EUA, diz à Folha, os irmãos entraram e saíram de várias clínicas de reabilitação. Ficaram presos de 2007 a 2012 por terem sido flagrados em assalto a mão armada. Heitor tinha 19 anos. Foram deportados para o Brasil, diretamente para Poços de Caldas (MG), onde moravam os avós.


A avó conta que Heitor estudou em bons colégios. Fala inglês fluentemente. Trabalhou em hotéis, deu aulas do idioma…. mas sempre voltava para as drogas. Fez um curso para ser monitor de clínicas de reabilitação. Foi trabalhar em Cotia. Heitor conta que teve recaídas, piorou de vez e foi parar na Cracolândia.


A Folha foi ouvir o coordenador do núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo, Carlos Weis. Ele declarou que “todas as pessoas têm liberdade de locomoção, e a polícia só pode reprimir se a pessoa tiver cometido crime ou se tiver um mandado policial (sic)”. A Folha também foi ouvir o pai do rapaz, lá nos Estados Unidos. Ele disse que o fato “mudou totalmente a vida dele (Heitor). O que ele vai fazer agora?”, indaga.


O Cratod (centro de referência de drogas do governo do Estado), declarou que Heitor compareceu ali “para ser avaliado por equipe multiprofissional e para ser orientado quanto à organização de bagagens, separação de medicação e alimentação”. Heitor evadiu-se do local às 11 horas, uma hora antes do horário programado para a saída.


Este é o Heitor. Personagem da Folha.


Para que informar, se pode deturpar….?



(*) É Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e Presidente da DFENDA PM.


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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/07/1898561-usuario-de-droga-perdeu-olho-em-acao-da-policia-militar-na-cracolandia-de-sp.shtml

CÂMARA FEDERAL DISCUTE O SUCATEAMENTO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO


A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado abriu espaço ontem em reunião extraordinária para “debater sobre o sucateamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo e o seu efeito para a população”. A sessão pública foi requerida pelo deputado federal Major Olímpio (SD/SP), e contou com a participação do presidente da Defenda PM, Cel PM Elias Miler da Silva. Das 17 associações PM de São Paulo, filiadas à CERPM (Coordenadoria de Entidades Representativas de Policiais Militares), apenas três compareceram: Cb PM Wilson Morais, da Associação de Cabos e Soldados e presidente da CERPM; Cel PM Jorge Gonçalves, presidente da AOMESP (Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo, e Sgt PM Elcio Inocenti, da APMDFESP (Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência). Participaram também o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC/SP) e o presidente da FENEME, Cel PM Marlon Jorge Teza, além de oficiais de Polícia Militar de outros estados.

Todos os participantes foram unânimes em ressaltar o quadro caótico em que se encontram os militares do Estado de São Paulo, o mais rico do país, 23º colocado no ranking salarial das polícias militares das 27 unidades da Federação. Não bastasse o salário, convivem também com a inexistência de um plano de carreira eficaz que os motive a permanecer na única Força capaz de dar ao cidadão a tranquilidade que ele espera em termos de Segurança Pública.

O presidente da Defenda PM, Cel Miler, pintou um quadro histórico da participação da polícia militar na construção da democracia brasileira e no mundo, e acrescentou que “infelizmente a Defesa do país e os policiais militares têm sofrido discriminação dos chamados políticos de esquerda, que chegaram aos governos estadual e federal e praticam uma política discriminatória no apoio moral, salarial, equipamento e de carreira, que tem levado a esse sucateamento e gerado um grande prejuízo para toda a sociedade”.

DEPUTADO DO PT, COM VIATURA OFICIAL, AFRONTA A PM ÀS 04:10 EM BAIRRO BOÊMIO

O deputado Alencar Santana Braga (PT) protagonizou uma cena lamentável na madrugada de hoje (30/06), no bairro da Bela Vista, centro de São Paulo. Uma simples averiguação policial foi por ele tomada como uma ação de desrespeito ao seu mandato, o que ensejou um comportamento, no mínimo, truculento e desrespeitoso aos policiais militares que trabalham para proteger pessoas e o patrimônio público.

Uma equipe compareceu ao local para averiguar denúncia feita ao 190 de adulteração de placas em veículo que encontrava-se estacionado. Os policiais militares constataram tratar-se de veículo oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo, e procuraram pelas pessoas que o utilizavam. Constatada a legalidade do veículo e da situação, os policiais já estavam para retomar seus afazeres quando foram confrontados pelo deputado Alencar, que saiu da pizzaria para fazer valer sua “otoridade”, chegando a parar na frente da viatura para impedir que o policial a manobrasse.

Numa conversa repetitiva e sem fim, ele questionou o trabalho dos policiais militares, perguntando várias vezes se um veículo da Assembleia Legislativa poderia ser considerado suspeito. O oficial na ocorrência explicou reiteradamente que a Polícia suspeitou da presença do veículo àquela hora e naquele local, e foi investigar. O Capitão chegou a dizer que a PM estava agindo em proteção ao deputado, que poderia estar sendo vítima de sequestro.

De nada adiantaram as explicações, visto que o parlamentar estava com o espírito alterado, mostrando-se indignado, e passou a desrespeitar o trabalho da Polícia Militar, parecendo mais preocupado com sua pizza que estava esfriando sobre a mesa.

A Defenda PM levanta a voz para lamentar a atitude de quem deveria, por dever de ofício, como representante eleito pelo povo, entender e defender o trabalho da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma Instituição quase bicentenária que merece todo respeito. Um deputado tem por obrigação conhecer a separação dos Poderes e as funções da Polícia, e não se mostrar superior às leis e ao trabalho policial simplesmente porque tem um mandato eletivo. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” é o que diz o artigo 5º da Constituição Federal.

A Defenda PM repudia o comportamento do deputado Alencar Santana Braga (PT), defende e enaltece os oficiais e praças que conduziram a operação de forma ímpar, e avisa que tomará todas as medidas cabíveis para coibir tal comportamento no futuro.   

A Defenda PM também destaca e elogia o comportamento dos policiais militares que, pacientemente, ouviram o parlamentar, procuraram entender seus argumentos sem fundamento, e jamais o desrespeitaram. A equipe mostrou-se competente para conduzir a situação. Comprovada a legalidade do veículo, procurou saber do paradeiro de seus ocupantes provando, mais uma vez, seu compromisso de defender a vida e preservar o patrimônio público. Qualquer observador haverá de concordar em que um veículo oficial, patrimônio do povo paulista, parado às 4h10 da manhã de uma quinta-feira, num bairro boêmio, levanta suspeita.

TJM REAFIRMA COMPETÊNCIA DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR EM JULGAMENTO HISTÓRICO

Terminou há pouco o julgamento do mérito do Habeas Corpus 2621/2017 impetrado pela Defenda-PM em favor do Maj PM Márcio Cortez Maya Garcia, sendo acolhido por unanimidade pelo Pleno do Tribunal de Justiça Militar.

O resultado do julgamento histórico garante salvo conduto ao Oficial – extensivo aos demais – para exercer sua função constitucional sem ser coagido por uma resolução ilegal do Secretário da Segurança Pública.

Na sustentação oral, o advogado Cel PM Elias Miler da Silva – presidente da Defenda-PM – disse que o Maj PM Márcio Cortez Maya Garcia está “na iminência de ter instaurado contra si procedimento administrativo disciplinar em razão de suposta transgressão disciplinar pelo descumprimento de ordem do Secretário da Segurança Pública”.

Alegou, ainda, prática de ato inerente a sua função de Polícia Judiciária Militar garantido pelo Artigo 144, parágrafo 4º da Constituição Federal. “Há três resoluções do SSP que interferem na Polícia Judiciária Militar”, contrariando inclusive provimento editado pelo TJM, explicou.

O julgamento atraiu o interesse de policiais militares de todo o país. Além de oficiais da PMESP, estiveram no TJM oficiais das policiais militares de Santa Catarina, do Distrito Federal, de Minas Gerais, de Goiás e do Maranhão. O deputado federal Major Olímpio também esteve presente.

 

Resoluções

Depois de decisão do próprio Tribunal de Justiça Militar, a Secretaria de Segurança Pública editou duas resoluções (45/2011 e 40/2015 – ((I – homicídio consumado de policiais civis, militares, integrantes da Polícia Técnico-científica, agentes penitenciários, guardas civis municipais e agentes da Fundação CASA, no exercício da função ou em decorrência dela; II – morte decorrente de intervenção policial estando ou não o agente em serviço.)) determinando que todas as ocorrências deverão ser registradas e investigadas pela DHPP.

Em seu voto, acompanhado pelos demais julgadores, o relator, juiz Cel PM Orlando Eduardo Giraldi, disse que o Tribunal reconhece a competência do julgamento de crimes dolosos contra a vida pelo Tribunal do Júri, mas isso não se estende à investigação, que deve prosperar na esfera da Polícia Judiciária Militar. Compete a esta a investigação, conforme já decidido pelo Pleno do TJM; depois de encerrado, o inquérito deve ser enviado para o Tribunal do Júri.

Ao finalizar o voto, o relator disse considerar “inconstitucionais” as resoluções editadas pela Secretaria da Segurança Pública, que não tem competência para tal.

 

Manifestações

O juiz Paulo Adib Casseb, em seu voto, disse que mais uma vez o Executivo atropela sua função, passando por cima da Constituição. Ele ressaltou a competência exclusiva da Polícia Judiciária Militar na apuração de infrações penais cometidas por militares

O juiz Cel PM Clóvis Santinon disse que o Inquérito Policial nem deveria ser feito, pois trata-se de peça jurídica de competência da Polícia Judiciária Militar.

O juiz Cel PM Fernando Pereira disse que não há forma diferente de agir porque, se assim fosse, a Polícia Judiciária Militar estaria contrariando a Constituição. “Surpreende a Polícia Civil insistir nesta tese”, finalizou.

O juiz Paulo Prazak disse que as resoluções editadas pela Secretaria da Segurança Pública são inadmissíveis. “Sabemos da competência dos oficiais da Polícia Militar designados para presidir um IPM, que são peças pautadas pela transparência e pela absoluta legalidade”, elogiou.

O juiz Cel PM Avivaldi Nogueira Jr, decano da Corte, disse que a Polícia Judiciária Militar não deve enviar o inquérito para a Justiça Comum de imediato. “Não somos protocolo da Justiça Comum”, explicou.

PLENÁRIO DO TJM JULGARÁ AMANHÃ PRERROGATIVAS DE POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR DOS OFICIAIS

Reforçamos a todos que amanhã, às 10 horas, haverá o julgamento do mérito do HC impetrado pela DEFENDA PM, em favor do Oficial PPJM que adotou corretamente os procedimentos de polícia judiciária militar em ocorrência de MDIP, tendo sido instaurado contra ele Inquérito Policial por “usurpação de função” pública. Será o “leading case” a respeito da matéria, onde o TJM firmará o seu entendimento. Neste HC há pedido preliminar de inconstitucionalidade das resoluções da SSP que dão aos Delegados de Polícia atribuição para investigar os crimes militares (MDIP). Estarei presente, fazendo a sustentação oral. Convidamos a todos para compareceram no TJM. Há 47 lugares disponíveis e o uniforme pode ser o B-2 ou B-3. Esse será um julgamento histórico para nossa instituição!!!
ELIAS MILER DA SILVA

Cel PM Presidente

NOTA DE REPÚDIO À REPORTAGEM DA FOLHA DE S. PAULO E DO PORTAL UOL

 

A DEFENDA PM repudia veementemente o teor da reportagem publicada hoje, 16 de junho, pelo jornal Folha de S. Paulo e reproduzida no portal UOL (“7 em cada 10 policiais mortos em SP estavam fora de serviço, aponta estudo”). Sem questionar a pesquisa do Instituto Sou da Paz – porque a ela não teve acesso – a Defenda-PM considera lamentável a argumentação em torno do tema, induzindo a várias interpretações, nenhuma delas condizente com a complexidade do trabalho policial-militar ou com a melhoria da Segurança Pública de modo geral.

A Folha parece esquecer da diferença abissal entre um policial militar e um cidadão comum. Enquanto estes se armam pelos mais diversos motivos, sempre particulares, diga-se de passagem, aqueles armam-se para proteger a sociedade que lhes paga soldo irrisório, mesmo que isso resulte no sacrifício da própria vida.

A Folha também esquece de mencionar as centenas de policiais militares que são assassinados pelo simples fato de serem policiais militares. Ou os que morrem porque, mesmo de folga, intercedem em defesa do cidadão ou do patrimônio alheio motivados unicamente pelo sentimento que os levou às escolas preparatórias, ou seja, defender e proteger os indefesos.

É de um primor lamentável a comparação de que a PM paulista “matou” 440 pessoas em 2016 enquanto a polícia da rainha Elizabeth matou apenas quatro. Em primeiro lugar, a PM não “matou” pessoas mas sim agiu em defesa da sociedade paulista. Em 2016 foram mais de 2 milhões de atendimentos, 122.000 prisões de criminosos; dentre estes milhares de casos, 440 infratores reagiram e foram mortos em defesa da vida dos policiais militares, de seus familiares ou de cidadãos que os policiais sequer conheciam.

Além disso, com base na absurda comparação realizada, quantos policiais do Reino Unido morreram nas mãos de out of law? Por aqui, perdemos meia centena por ano, em média. No Brasil todo, a soma beira os 500 por ano. Quantos criminosos são presos no Reino Unido e libertados na semana seguinte, no dia seguinte ou no mesmo dia como é comum acontecer em terras brasileiras?

Ao final da leitura, sente-se que a Folha de S. Paulo e o portal UOL têm a nítida intenção de convencer seus leitores de que os policiais militares não recebem treinamento adequado e não devem andar armados em suas folgas. Mais: policiais militares só devem interferir quando estiverem em serviço, mesmo que isso implique em deixar que um assassino mate mais uma pessoa. Em que país vivem os que concluem nesse sentido? Na mesma Inglaterra citada? Na Suíça? Na Suécia?

Vá dizer ao padre que ele não deve dar a extrema-unção em seu sono da madrugada; vá dizer ao médico que ele não deve correr de volta para o centro cirúrgico assim que acabou de tirar a roupa suja de sangue de outra cirurgia; vá a Folha de S. Paulo dizer aos seus repórteres que eles não devem reportar uma notícia porque estão fora do horário de trabalho.

“O policial fora de serviço nada mais é que um cidadão com uma arma na mão”, afirma Ivan Marques, diretor-executivo do Instituto Sou da Paz. Não é, não! A Democracia – e, por extensão, a Sociedade – acabarão no dia em que um policial militar pensar desta maneira. E aí, então, estará literalmente instalado o caos.

Ofício de repúdio ao Diretor do Fórum de Araraquara e ao Corregedor Geral de Justiça

A DEFENDA PM remeteu ofício ao Diretor do Fórum de Araraquara e ao Corregedor Geral de Justiça, repudiando a atitude da magistrada que colocou em risco a integridade física das pessoas ao permitir que presos, sem algema, lanchassem em seu gabinete.

 

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[pdf-embedder url=”http://defendapmblog.files.wordpress.com/2017/06/ofc3adcio-caso-juc3adza-araraquara-ao-cgj.pdf” title=”Ofício caso juíza Araraquara ao CGJ”]