POLÍCIA MILITAR E A DEFESA DA DEMOCRACIA

(*) Adriano Aranão

Nos momentos de dificuldades descobrimos quem realmente está do nosso lado, quem realmente é nosso amigo. Este ditado da sabedoria popular representa uma verdade inegável. 

No dia 28/04, mais uma vez, a Polícia Militar demonstrou que está ao lado da democracia e que é amiga do cidadão de bem. 

O exercício do direito de greve e de manifestação são constitucionalmente conferidos a todos os cidadãos, pouco importando a orientação político-ideológica. À Polícia incumbe garantir o exercício deste direito, desde que exercido dentro dos limites democráticos. E foi exatamente isso que a Polícia Militar fez naquela data.   

Durante todo o dia centenas de manifestações foram realizadas em vários locais do Estado de São Paulo e em cada um deles ali estava presente a Polícia Militar para garantir o exercício democrático dos direitos dos cidadãos, de todos os cidadãos.

Exatamente isso: de todos os cidadãos! Daqueles que ordeira e pacificamente queriam manifestar sua insatisfação com as reformas que estão sendo propostas pelo Governo Federal e também daqueles que não queriam.

Evidentemente que esta missão não é nem um pouco fácil. Falar em harmonização de direitos fundamentais na teoria, sob a tranquilidade e a segurança dos gabinetes de ar refrigerado e com o apoio dos mais renomados autores, é algo bem diferente de harmonizar direitos fundamentais na prática, sob a tensão do conflito e dos riscos que advém de toda decisão.

Mais uma vez a Polícia Militar demonstrou toda a sua competência profissional e reafirmou o seu compromisso democrático. Garantiu o exercício do direito de manifestação e, quando houve excesso, atuou com a firmeza necessária para restabelecer a ordem pública e garantir o exercício dos direitos daqueles que não queriam participar da manifestação. 

Sinto-me orgulhoso de ser POLICIAL MILITAR! Sinto orgulho da POLÍCIA MILITAR! 

E você?…bem…VOCÊ PODE CONFIAR NA POLÍCIA MILITAR!
(*) É Major da Polícia Militar e Associado da Defenda PM.

www.defendapm.org.br

A VALORIZAÇÃO DO SOLDADO DE POLÍCIA MILITAR

(*) Eglis Roberto Chiachirini

 

Esta semana recebi com muita alegria notícia de capa do jornal Diário de São Paulo versando sobre o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e do consequente caminhar de nossa Instituição para o Ciclo Completo de Polícia, melhoria inegável das condições de trabalho para o Policial Militar e para a população que tanto necessita dos serviços públicos no geral.

Enquanto cidadão, tenho a certeza viva de que este será um grande passo do serviço de segurança pública.

O pensamento que me veio e que também me traz alegria é o de que nosso Soldado será a primeira Autoridade Policial deste Ciclo Completo, materializando toda a investidura do poder do Estado.

Este novo papel traz para nós Oficiais alguns eixos de grandes reflexões: “Qual a formação e empoderamento interno que vamos prover a este nobre profissional?”; “Quando a sociedade brasileira, efetivamente, valorizará o seu policial?” e o mais paradoxal, “Antes da sociedade, será que não temos um caminhar nosso no sentido desta valorização?”

Em um país bacharelesco como o nosso, cheio de pronomes de tratamento, com V. Sa. e Exa., e uns tais Doutores plantonistas, será que a sociedade não deveria valorizar cada vez mais aquele que a defende, mesmo com o sacrifício da própria vida? O nobre Soldado de Polícia Militar, que eu prefiro chamar de Policial de Segurança Pública, a exemplo da PSP – Polícia de Segurança Pública de Portugal, merece sim mais respeito de todos, e nós vamos ajudá-lo a conquistar esse respeito!

O próprio termo Soldado, que ao final é o que todos nós militares somos, mas no caso da “graduação” soldado, esta não se adequa mais à realidade do nosso profissional e um termo que não identifica de pronto a profissão ou a autoridade policial, qual efeito carrega para o caminhar de empoderamento e busca de mais respeito social?

Outras instituições policiais militares e também bombeiros militares já mudaram o tratamento do primeiro cargo de suas instituições. É o caso da Gendarmerie Francesa que chama seu primeiro nível de Gendarme; dos Carabineiros do Chile onde o soldado é o Carabineiro; dos Sapeurs-Pompiers de Paris onde chamam seus bravos combatentes do fogo de Pompiers (Bombeiros) e, mais recentemente, a GNR – Guarda Nacional Republicana (Polícia Militar Portuguesa) passou a chamar o Soldado de Guarda, que na cultura portuguesa é uma deferência.

Trazendo para nós, não seria o momento de mudarmos a graduação inicial do nosso profissional do termo Soldado para a titulação de “Policial” ou “Bombeiro” e, enquanto na visão do “cliente” da polícia de segurança pública, essa nova titulação do “senhor Policial” não traria um respeito maior da sociedade para com o nosso pessoal?

Este é apenas uma pitada de pensamento no futuro para o qual nossa Instituição está dando os primeiros passos. Fica para reflexão.

“ATENÇÃO SENHORES POLICIAIS: SENTIDO!”

 

(*) É Major do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo e Membro da Associação “DEFENDA PM”

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INOVAÇÕES PARA A SEGURANÇA

(*) Eglis Roberto Chiachirini

 

Apesar da extrema importância dos acontecimentos operacionais do nosso dia a dia e que são a razão de existir dos serviços de Polícia e de Bombeiros, há que se considerar o mundo líquido que vivemos, com INOVAÇÕES estruturadas a partir do desejo e necessidades dos usuários de serviços.

INOVAÇÕES fizeram a maior empresa de transporte individual do mundo, a qual NÃO possui um carro sequer (UBER). Fizeram a maior empresa de hospedagem do mundo e que NÃO possui um quarto sequer (AIRBNB). Ambas as empresas foram construídas a partir do DESIGN THINKING.

Os serviços de polícia de segurança pública são prestados pelas Polícias Militares. Os serviços de bombeiros são disputados por uma infindável gama de organizações ou pessoas físicas prestando ou se propondo a prestar serviço de pronta resposta a emergências típicas de bombeiros, desde organizações estaduais (GRAU), municipais (Bombeiros Municipais ou Corpos de Bombeiros Municipais, SAMU e outros grupos, a exemplo da Defesa Civil Municipal), voluntários (Bombeiros Voluntários ou pessoas capacitas a prestar socorro) e, ainda, grupos privados (Socorro das Concessionárias das Rodovias e Serviço de Combate a Incêndios em Aeroportos como Viracopos por exemplo).

A perenidade de nossa Instituição, da forma como a conhecemos, passa pela capacidade de atendimento aos eventos operacionais e pela Gestão do Conhecimento, em especial INOVAÇÃO, a exemplo da incorporação de tecnologias MOBILE para que o CIDADÃO ande com a POLÍCIA e BOMBEIROS no bolso, em seu celular.

Essa proximidade intensa com o CIDADÃO permitiria a atuação na coordenação dos serviços de polícia de segurança pública/bombeiros, dominando TODA a captação e distribuição de demanda às diversas organizações citadas, ou seja, quem dominar essa tecnologia domina o “mercado” principal do Artigo 144 da CF.

Um APP que o Bombeiro de Portugal disponibiliza poderia ser uma inspiração para nós em termos de estratégia de comunicação. Ouso dizer que qualquer sistema de comunicação é ultrapassado perto de um APP que faz o B2P, P2B ou até P2B2P, tanto para captação de demanda (atendimento e geração de chamados), quanto para a distribuição de demandas (despacho de emergências).

Porém, o nosso mundo (PM e CB) já seria bem difícil só com essa demanda, mas, como demonstra o texto “O fim da era dos aplicativos: Sua empresa está preparada?” até esses APP, ao estilo do que foi apresentado pelos portugueses e que nem este possuímos, já estão desatualizados quando comparados a uma comunicação direta via APP de mensagens interpessoais utilizados para a comunicação B2P com o uso de robôs (Messenger do Facebook, principalmente).

Será que quem dominar uma tecnologia de captação e distribuição dos serviços de POLÍCIA e BOMBEIROS, independente da origem do prestador do serviço (ESTADUAL, MUNICIPAL, MILITAR ou CIVIL), não coordenará o cenário da segurança pública?

Será que a perenidade institucional deve ser baseada em mais efetivo/viaturas ou na conquista da intimidade e confiança do CIDADÃO, a ponto de nos levar em seus bolsos e bolsas? Fica a reflexão!

 

(*) É Major do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo e Membro da Associação “DEFENDA PM”

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