DELEGADA CHEFE DO DHPP RECONHECE A EFICIÊNCIA DA POLÍCIA MILITAR

(*) Elias Miler da Silva

Em evento do Ministério Público Democrático realizado hoje (09/11/17) em São Paulo, a diretora do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, delegada Elisabete Sato, reconheceu a força e a eficiência da ROTA, tropa de elite da PM paulista. A delegada, uma das mais conhecidas da Polícia Civil, falava sobre o momento “muito complicado” para a segurança pública. “Há favelas na cidade em que nem mesmo a ROTA tem conseguido entrar”, assinalou.

O Cel PM Francisco Alves Cangerana Neto, comandante do CPA/M-1, rebateu acertadamente a afirmação da delegada. “Posso afirmar que a PM entra em qualquer área de São Paulo, tranquilamente”, garantiu. “É óbvio que há locais onde o risco é muito grande, exigem ferramental e táticas adequadas, mas que entramos, entramos…”

O Cel Cangerana ainda tranquilizou os presentes ao encontro (promotores e jornalistas incluídos) garantindo que “São Paulo não vai virar um Rio”.

A declaração da delegada Elisabete Sato pode ser interpretada de várias maneiras. Duas delas discutíveis: a primeira, que a Polícia Civil não entra em favelas onde o risco é altíssimo (se a ROTA não entra, imagine a PC); a segunda, de que a política de segurança do governo Alckmin não é eficaz para o “momento muito complicado”, como nominou a delegada. A terceira leitura da análise da delegada é inquestionável: não há força maior que a Polícia Militar, aqui especialmente representada por sua tropa de elite, no combate ao crime. Embora até uma delegada chefe de um dos departamentos mais importantes da PC entenda que a política de segurança esteja complicada, destaca-se que a Polícia Militar consegue manter a ordem em qualquer área de São Paulo.

A delegada ainda indicou uma favela onde o risco é alto, Paraisópolis. Contou que seus delegados confessam que “está difícil entrar lá”. Jamais para a PM. Hoje mesmo, em operação do 16º BPM/M e com apoio do Canil, da Cavalaria e do 2º de Choque, “varreu-se” Paraisópolis. Até a publicação deste texto, já haviam sido apreendidos 6,5 tijolos de maconha, 200 pedras de crack, 8 cartuchos de emulsão (explosivo), 500 tubos de lança-perfume, 200 invólucros de maconha, 13 munições de .45, 21 munições de fuzil 762, 12 munições de .40, 7 munições de 9 mm, uma pistola .40, uma pistola 9 mm e 200 pinos de cocaína.

A delegada Elisabete Sato tem e não tem razão. Tem razão ao reconhecer a eficiência e a eficácia da PM; não tem razão ao querer transferir os seus medos a outras instituições. Não há terra “sem lei” em que a PM não enfrente e restabeleça a paz pública.

(*) É Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e Presidente da DEFENDA PM.

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