A POLÍCIA CIVIL EM SEU PAPEL PRIMORDIAL

(*) Elias Miler da Silva

 No dia 2 de outubro, a Polícia Civil de São Paulo deu um exemplo de competência ao prender 16 homens que estavam prestes a realizar um assalto cinematográfico. Eles estavam concluindo a escavação de um túnel de 600 metros que levaria a um cofre do Banco do Brasil, na zona Sul da cidade, para subtrair cerca de R$ 1 bilhão.

As investigações foram desenvolvidas pela 5ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio, do DEIC. Ao explicar o fato, o chefe da Polícia Civil disse que as atividades da quadrilha já vinham sendo monitoradas por ações de inteligência e diligências em campo. Assim, foi possível determinar o momento exato de efetuar a prisão, sem barulho, sem tiros nem mortes. E ainda com o bando todo preso.

Com esta ação, a Polícia Civil dá provas de sua capacidade técnica para investigar e evitar os grandes crimes, aqueles que de fato afetam a vida da sociedade como um todo.

É para isto que a Polícia Civil foi constituída: agir sem ser notada, investigar com técnica e sem levantar suspeitas, prender os grandes criminosos. Qual a razão, então, de se atribuir aos policiais civis – que apontam reiteradas vezes que não tem efetivo – a tarefa de registrar crimes de menor potencial ofensivo, o que pode ser executado com maestria pela Polícia Militar?

A lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), pela Polícia Militar, vai desafogar as delegacias, garantir tempo aos policiais civis para a investigação dos grandes crimes, economizar dinheiro público e dar à população aquilo que ela mais deseja: a sensação de segurança aliada à rapidez no atendimento de suas necessidades e a certeza de que a impunidade não campeia mais em nosso Estado.

 

(*) É Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e Presidente da DEFENDA PM.

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