INOVAÇÕES PARA A SEGURANÇA

(*) Eglis Roberto Chiachirini

 

Apesar da extrema importância dos acontecimentos operacionais do nosso dia a dia e que são a razão de existir dos serviços de Polícia e de Bombeiros, há que se considerar o mundo líquido que vivemos, com INOVAÇÕES estruturadas a partir do desejo e necessidades dos usuários de serviços.

INOVAÇÕES fizeram a maior empresa de transporte individual do mundo, a qual NÃO possui um carro sequer (UBER). Fizeram a maior empresa de hospedagem do mundo e que NÃO possui um quarto sequer (AIRBNB). Ambas as empresas foram construídas a partir do DESIGN THINKING.

Os serviços de polícia de segurança pública são prestados pelas Polícias Militares. Os serviços de bombeiros são disputados por uma infindável gama de organizações ou pessoas físicas prestando ou se propondo a prestar serviço de pronta resposta a emergências típicas de bombeiros, desde organizações estaduais (GRAU), municipais (Bombeiros Municipais ou Corpos de Bombeiros Municipais, SAMU e outros grupos, a exemplo da Defesa Civil Municipal), voluntários (Bombeiros Voluntários ou pessoas capacitas a prestar socorro) e, ainda, grupos privados (Socorro das Concessionárias das Rodovias e Serviço de Combate a Incêndios em Aeroportos como Viracopos por exemplo).

A perenidade de nossa Instituição, da forma como a conhecemos, passa pela capacidade de atendimento aos eventos operacionais e pela Gestão do Conhecimento, em especial INOVAÇÃO, a exemplo da incorporação de tecnologias MOBILE para que o CIDADÃO ande com a POLÍCIA e BOMBEIROS no bolso, em seu celular.

Essa proximidade intensa com o CIDADÃO permitiria a atuação na coordenação dos serviços de polícia de segurança pública/bombeiros, dominando TODA a captação e distribuição de demanda às diversas organizações citadas, ou seja, quem dominar essa tecnologia domina o “mercado” principal do Artigo 144 da CF.

Um APP que o Bombeiro de Portugal disponibiliza poderia ser uma inspiração para nós em termos de estratégia de comunicação. Ouso dizer que qualquer sistema de comunicação é ultrapassado perto de um APP que faz o B2P, P2B ou até P2B2P, tanto para captação de demanda (atendimento e geração de chamados), quanto para a distribuição de demandas (despacho de emergências).

Porém, o nosso mundo (PM e CB) já seria bem difícil só com essa demanda, mas, como demonstra o texto “O fim da era dos aplicativos: Sua empresa está preparada?” até esses APP, ao estilo do que foi apresentado pelos portugueses e que nem este possuímos, já estão desatualizados quando comparados a uma comunicação direta via APP de mensagens interpessoais utilizados para a comunicação B2P com o uso de robôs (Messenger do Facebook, principalmente).

Será que quem dominar uma tecnologia de captação e distribuição dos serviços de POLÍCIA e BOMBEIROS, independente da origem do prestador do serviço (ESTADUAL, MUNICIPAL, MILITAR ou CIVIL), não coordenará o cenário da segurança pública?

Será que a perenidade institucional deve ser baseada em mais efetivo/viaturas ou na conquista da intimidade e confiança do CIDADÃO, a ponto de nos levar em seus bolsos e bolsas? Fica a reflexão!

 

(*) É Major do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo e Membro da Associação “DEFENDA PM”

www.defendapm.org.br

 

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