Nota de esclarecimento à população: mais de 80% das prisões em flagrante são realizadas pelos policiais militares em São Paulo

Em meio aos graves problemas vivenciados pela sociedade brasileira na área da segurança pública e às grandes dificuldades enfrentadas por todos os policiais no Brasil para conseguir cumprir, de forma até mesmo heróica, sua missão de proteger a sociedade, toda e qualquer atenção da mídia à esta questão e a cobrança por investimentos é muito bem-vinda pelos policiais e pela sociedade.

No entanto, é importante que se compreenda muito bem o atual cenário, a fim de que os recursos e investimentos sejam aproveitados da melhor maneira possível e, por isso, é necessário fazer um esclarecimento quanto à informação apresentada pelo jornalista Chico Pinheiro quando afirmou, em matéria veiculada no “Bom Dia Brasil”, que atualmente a Polícia Civil investiga e “descobre” os criminosos e, aí então, a “outra polícia”, nos termos usados pelo jornalista para a Polícia Militar, prende. A afirmação transmite a ideia de que a Polícia Militar seria uma “auxiliar” da Polícia Civil, o que é absolutamente falso, pois cada uma possui suas próprias atribuições.

Na verdade, é fato consumado no Brasil que há décadas a Polícia Militar sempre respondeu pela grande maioria das prisões de criminosos. Para se ter uma ideia, em 2016, a Polícia Militar prendeu 114.279 criminosos em flagrante delito a partir de suas próprias atividades de polícia ostensiva e de proteção da sociedade. Isso corresponde a mais de 82% dos criminosos presos em flagrante no Estado. Mesmo nos casos em que o criminoso foi preso por mandados de prisão, a grande maioria foi capturada pela Polícia Militar durante abordagens realizadas todos os dias com base na experiência dos policiais militares no combate à criminalidade e em decorrência de mandados de prisão expedidos pelos juízes, a pedido dos promotores, e baseados em flagrantes realizados pela própria Polícia Militar. Assim, as Polícias Civis e Militares são duas importantes instituições no combate à criminalidade no Brasil que se auxiliam e se apoiam reciprocamente, não havendo, assim, nenhuma subordinação das atividades de uma à outra como deixou a entender o jornalista citado.

Atualmente, a Polícia Militar está, inclusive, utilizando-se de meios tecnológicos para entregar cada vez mais e melhor seus serviços à sociedade, sem que seja necessário deslocamentos dispensáveis às delegacias de polícia para simples registros cartorários feitos em duplicidade e que tanto oneram o valioso tempo de todos os cidadãos, quanto empenha policiais civis em atividades burocráticas ao invés de liberá-los para investigarem mais crimes e, aí sim, contribuir ainda mais com a sociedade e, consequentemente, aumentar o percentual de elucidação de delitos.

Estamos juntos, todas as polícias, lado a lado nesta batalha contra o crime e a serviço do cidadão. E a correta compreensão das atribuições atuais e possíveis de cada polícia ajudará ainda mais nesta difícil luta.

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