COMANDANTE GERAL RECEBE OS DIRIGENTES DE ASSOCIAÇÕES PM

Os dirigentes das associações PM foram recebidos hoje de manhã pelo Comandante Geral Cel PM Nivaldo César Restivo e seu Estado-Maior, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Das 17 associações filiadas à CERPM – Coordenadoria de Entidades Representativas de Policiais Militares do Estado de São Paulo, 12 estavam presentes, dentre elas a Defenda-PM, representada pelo seu presidente, o Cel PM Elias Miler da Silva.

Foi a primeira reunião do Cel Nivaldo com os dirigentes das associações. Ele iniciou a conversa falando de uma das principais diretrizes do Comando, que é a valorização dos policiais militares e da atividade operacional. Estão previstos cursos de capacitação profissional para melhorar o desempenho daqueles que estão na ponta da linha. Outra medida, nesse sentido, é a obrigatoriedade de, às quartas-feiras, todos os que trabalham na administração usarem o uniforme operacional. “É para todo mundo lembrar que pode voltar para a rua a qualquer momento”, explicou o comandante.

O Cel Nivaldo também falou de outros assuntos muito presentes na rotina do Comando. O primeiro é o empenho para implantar o TCO – Termo Circunstanciado de Ocorrência, que ele espera estar funcionando já em agosto deste ano. Inicialmente, o TCO será lavrado pela Polícia Rodoviária e pela Polícia Ambiental, “de maneira suave”, como definiu o comandante, de modo a ficar na rotina. Os policiais já estão em treinamento para dar início à nova tarefa.

Sobre equipamentos, o Cel Nivaldo informou que há nove fabricantes internacionais com interesse direto na licitação para aquisição de 5 mil armas. A Taurus, tradicional fornecedora brasileira, está impedida pela Justiça de participar por causa da constatação de mau funcionamento em armamento por ela fornecido. “Nós sempre queremos prestigiar a indústria nacional, mas em primeiro lugar está a qualidade do material que será utilizado por nossos policiais”, explicou o comandante.

Outra compra de vulto, já realizada, refere-se a 745 viaturas que deverão ser entregues até o final de agosto deste ano. A grande maioria irá atender o Programa de Radiopatrulhamento 190. A ideia do Comando era renovar a frota em 20% ao ano, mas a crise por que passa o País inviabiliza o projeto, neste momento. 

Mortes

O Comandante Geral também falou de um dos grandes problemas da Polícia Militar, que é a morte de seus membros, em serviço ou não. Este ano, já foram registradas mortes de 46 policiais militares da ativa e de 14 inativos. Outro número que chama a atenção mostra o total de policiais militares vítimas de tentativa de homicídio. Este ano foram 60 da ativa e 14 inativos.

Para tentar minimizar o problema, o Cel Nivaldo disse que constituiu um grupo de estudos para analisar as ocorrências e propor soluções. Será produzido material de divulgação com medidas de prevenção para conscientização dos policiais militares. O Comandante também pediu às associações que divulguem medidas protetivas em seus meios de comunicação.

Previdência

O Comandante Geral pediu ao presidente da Defenda, Cel PM Elias Miler da Silva, que atualizasse as informações sobre a Reforma da Previdência e o Sistema de Proteção Social dos Militares Estaduais. Profundo conhecedor do assunto, o Cel Miler explicou que o governo não tem como colocar a reforma em plenário no Congresso porque não tem os votos necessários para sua aprovação. Disse, também, que de qualquer forma os militares estão fora do projeto, preservando os direitos adquiridos ao longo do tempo.

O Cel Miler também falou sobre o reajuste salarial. Explicou que o PSDB saneou as finanças do Estado de São Paulo, mas implantou aqui a pior política salarial do País. “A remuneração é muito mais digna em outros Estados da Nação governados pelo partido”, disse. Miler deu o exemplo do Rio Grande do Sul, que mesmo em grave crise financeira está reajustando os salários da Brigada Militar. “Lá, um Major ganha o mesmo que um Coronel com posto imediato ganha aqui”, contou. Outro exemplo vem de Goiás, em que um Capitão vai ganhar, no segundo semestre, o mesmo que um Coronel paulista.

Neste sentido, propôs o Cel Miler que as entidades devem se reunir para definir uma pauta de reivindicações e de pressão política. Assim que as entidades se mobilizarem para estabelecer a pauta, com quadros comparativos e exemplos, devem levar a reivindicação ao Comandante Geral para ser encaminhada ao governador. Miler ressaltou que a pressão deve ser feita na base do diálogo e da educação, mas firme na reivindicação. O Cel Nivaldo garantiu que levará a reivindicação ao governo.

Na avaliação dos dirigentes de entidades, a reunião foi muito produtiva. Além da aproximação com o Comando Geral da Polícia Militar, os dirigentes sentiram-se prestigiados e valorizados pela atenção do Comandante Geral e de seu Estado Maior. “Foi muito importante ver que o Comandante Geral está disposto a se relacionar com as associações, inclusive levando nossas reivindicações ao governador”, avalia o Cap PM Marco Aurélio Ramos de Carvalho, vice-presidente da AOMESP – Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo.

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