AS CRÍTICAS SERÃO SEMPRE BEM-VINDAS, MAS QUANDO HOUVER FUNDAMENTO

(*) Elias Miler da Silva

Após ter enviado o texto da PEC da reforma da Previdência para o Congresso Nacional, texto esse que incluía os Policiais e Bombeiros Militares no conjunto de alterações da citada PEC, o Governo, no dia seguinte, atendendo aclamação do Exmo. Sr. Ministro da Defesa, do Conselho Nacional de Comandantes Gerais de Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, das entidades representativas de militares estaduais e dos deputados militares, retirou das propostas, tais profissionais, que vale dizer, possuem regime diferenciado de trabalho e devem ter tratamento diferenciado em seu regime constitucional de regras de passagem para a inatividade.
Tal atitude gerou, em alguns representantes da mídia, verdadeira revolta, chegando ao ponto de determinados jornalistas manifestarem sua ideologia em seus programas televisivos, onde podemos citar, como exemplo, a Jornalista Miriam Leitão, da Globo News.
Destaca-se que a citada jornalista possui em seu currículo recolhimento ao cárcere, na época do Governo Militar, onde teria sido presa, sem ordem judicial, em um Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro na cidade de Vila Velha/ES, sob o fundamento de integrar grupo armado que atentava contra o Estado.
Evidentemente que a aclamada jornalista não deveria abordar tal tema, haja vista que, pelos problemas que enfrentou com a lei naquela ocasião, descaracterizam sua capacidade de isenção ao falar dos militares, tanto daquela época, bem como os que atualmente zelam pela segurança do Estado.
Talvez por ignorância ou talvez por não ser conveniente citar, perdeu a oportunidade em dizer que os militares da atualidade não podem fazer greve e, portanto, não podem reclamar, junto aos seus governantes, a devida inflação para recomposição de seus salários, prevista constitucionalmente, sob pena de serem presos, processados e até expulsos. Não recebem o FGTS, benefício a que todos os funcionários regidos por outros dispositivos legais têm direito. Não têm horas extras, adicional noturno e ainda podem ser chamados a qualquer hora do dia ou da noite.
Está evidente a desinformação e o dolo de uma jornalista que deveria ser profissional isenta e com conteúdo para opinar, pois se quer criticar as prerrogativas dos militares deveria citar também as vedações.
Nesse contexto, podemos notar que alguns jornalistas, infinitamente mais sérios que a citada acima, tais como Alexandre Garcia, Reinaldo Azevedo, jornalista Netão, da cidade de Bauru/SP, dentre outros, que muito sensatamente declinaram, em suas reportagens, a isenção ao comentar as razões das alterações propostas, em que os militares serão tratados em lei específica.
Devemos ressaltar as peculiaridades dos serviços por estes prestados. Não há uma só profissão nesse país que jura dar a sua própria vida pelo seu semelhante, senão os militares.
Tais jornalistas elencaram em seus textos, boa parte de tudo o que acima foi descrito e deixaram, nas entrelinhas, que as Polícias, mais precisamente as Polícias Militares, são os verdadeiros guardiões da jovem Democracia do nosso país.
É o SOLDADO de polícia, em todos os seus níveis hierárquicos, que dá a liberdade e legitima a ação dos governantes. E nos dizeres de um dos homens mais poderosos do mundo, o atual Presidente dos EUA:

“…É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…”
MEMORIAL DAY (Dia do Veterano)

(*) É Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo e Presidente da Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar – DEFENDA PM

www.defendapm.org.br

 

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