A RELEVÂNCIA DA ABOMINAÇÃO DA PALAVRA PRIVILÉGIO

(*) Marcel Lacerda Soffner

 

Uma das palavras que devemos abominar é privilégios, como quer alguns seguimentos da imprensa e a Sra. Mirian Leitão.

Privilégio é não ter de fazer o juramento da própria vida para defender outrem ou às vezes um botijão de gás de outrem;

Privilégio é dar 18hs e largar a caneta;

Privilégio é não ter um Código de Processo Militar nas costas, e falar para o chefe que tem um compromisso e não pode faltar;

Privilégio é ficar no ar condicionado e não usar colete no calor absurdo;

Privilégio e ter direito a carro blindado quando diretor de uma empresa de comunicação e o policial militar ter vidro de areia e ser recebido com tiro de fuzil;

Privilégio é estar no gabinete e a fronteira escancarada para entrada de armas, drogas e munição;

Privilégio e ficar no Natal, Ano Novo e feriados com a família e os militares não terem essa expectativa de convívio com os seus queridos;

Privilégio é trabalhar estritamente 40 horas semanais e o “Mike” mais de sessenta, fora o momento de folga que vai depor e é mal tratado pelo escrevente que nem olha para a cara dele e fala para esperar ao lado e nem lhe dá satisfação;

Privilégio é não poder fazer greve e nem se sindicalizar e ter que agir, por dever legal, quando a ordem pública for quebrada, nas greves de outras categorias;

Quem tem privilégios, Sra. Mirian Leitão?

(*) É Coronel da Reserva da Polícia Militar de São Paulo e associado da DEFENDA PM

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